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Para quem não tem nada (Manuela Barretto Viana)

...Poeta. Meu deleite são tuas metáforas mesquinhas - porque não estou nelas. Mas quando o sol dá o primeiro grito da manhã, eu, calada, desperto e me arrumo pra sair.
Não tenho lar, Poeta.
Sou estrangeira em todos os lugares.
Por favor, queira me deter.
A vida some um pouco a cada dia. Envelheço minutos, horas a fio, e quando vejo...Oh! Poeta...os meses e os anos passaram sem que eu fosse alguém.
Escrito por Isac Tufi às 08h56
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